Metáforas e Storytelling

Metáforas e Storytelling

Milton Erickson foi um gênio na hipnoterapia, não por que ficava mexendo um relógio de bolso pra lá e pra cá, mas por que, contando uma simples historinha, podia fazer qualquer cliente entrar em um transe hipnótico muito poderoso.

Uma maneira de influenciar como alguém se sente de maneira imperceptível é usando contação de histórias, ou como no termo original, storytelling. Erickson era incrível nesta técnica, que mais tarde foi incorporada à programação neurolinguística.

Mas, na verdade, a grande sacada do storytelling é a metáfora.

Metáforas

Uma metáfora (ás vezes chamada de metáfora cognitiva ou metáfora conceitual) é caracterizada pelo entendimento de uma idéia, ou domínio conceitual, em termos de outra idéia, como por exemplo na percepção de quantidade em termos de direção (“os preços estão subindo”) ou posição (“os preços estão lá em cima”). Um domínio conceitual pode ser qualquer organização coerente da experiência humana.

O propósito de se utilizar uma metáfora é mostrar a alguém, de maneira efetiva e discreta, certos aspectos de uma situação que se queira falar de maneira indireta. Ou, segundo Sheldon Kopp, “geralmente, uma metáfora é definida como uma maneira de expressar alguma coisa em termos de outra, trazendo assim luz nova ao caráter do que se está descrevendo”.

Storytelling

Contação de histórias é uma das partes do chamado modelo de Milton, um modelo de comunicação hipnótica, que de tão interessante merece uma série de postagens só pra ele (que com certeza virár em um futuro próximo!).

Um grande exemplo de utilização do modelo de Milton é a contação de uma história extremamente vaga, tão vaga que as pessoas relacionarão a metáfora da história com elas mesmas (qualquer semelhança com o efeito Forer não é mera coincidência!).

A beleza de contar uma história assim é que a pessoa irá relaxar. E, como parece que é uma história simples e inofensiva, a mente consciente relaxará também, deixando a mente insconsciente absorver a metáfora. O indivíduo então entrará em um estado que pode ser descrito como transe.

O Estado Hipnótico

Um estado de transe, ou estado hipnótico, não é o que se vê nos filmes, cheios de efeitos especiais desnecessários. É o estado da mente que não presta atenção na fonte das informações, no próprio corpo, nas necessidades de segurança, fome e tudo o mais. É um estado aceptivo, mas não submisso.

Quando você dirige seu carro, lê um livro ou assiste um filme, você está em um estado assim. É um estado de imaginação pura e direta, sem nenhum senso crítico por parte da mente desperta. As coisas acontecem, você não “pensa” e o que te dizem é real.

Storytelling pode colocar alguém neste estado, permitindo que você coloque sugestões na cabeça dela.

Por exemplo, você pode contar uma história sobre um jovem príncipe que ultrapassou seus limites e venceu seus desafios, para enfim conquistar o trono que era seu por direito. Desta maneira você está escondendo conceitos como vencer desafioster confiança e conquistar objetivos.

Durante uma contação de histórias, você pode também usar ancoragem. Por exemplo, toda vez que o príncipe da história mostrar segurança do está fazendo, você pode encostar no ombro do sujeito para ancorar conforto e confiança. Então, no futuro, um simples toque trará a pessoa àquele estado mental, quando se sentir confortável era natural.

O grande ponto do storytelling é colocar o indivíduo em um estado em que o aprendizado é muito mais fácil. Com um pouco de prática, você poderá, utilizando PNL, desenvolver histórias que causem mudanças emocionais, cognitivas e comportamentais, simplesmente fazendo alguém ouvir você falar.